O papel da informação na Arquitetura Promocional
O homem é por natureza um ser gregário, e as ações promocionais de marketing vêm de encontro às necessidades de interação social que são inerentes à condição de ser humano. Para as suas inter-relações o homem necessita comunicar-se; informar suas necessidades, seus desejos, seu domínio territorial. O domínio territorial na área promocional é o raio de abrangência que o produto possuí junto aos consumidores.
Esta forma de comunicar-se é recorrente nos mais diversos períodos históricos. As cenas de caça registradas pelos primeiros hominídeos nas pinturas parietais das cavernas de Lauscaux é o primeiro registro de ação promocional que se têm conhecimento. O hábil caçador registra em sua caverna o seu ‘poder de abrangência’ sobre os demais membros de seu grupo social, e destes sobre os demais grupos. Assim poderia dizer-se que as cavernas são os primeiros espaços promocionais da história da humanidade. Compreendendo o passado pode-se melhor projetar o futuro, assim como se faz necessário antever o futuro para lidar com o presente. Talvez, na possibilidade de configurarem-se espaços embasados na realidade virtual, esteja o futuro das ações promocionais. O cliente ou o prospect do futuro poderá, através da realidade virtual, adentrar em um espaço cúbico, clean, sem elementos arquiteturais, móveis ou mesmo produto e vivenciar a experiência de conhecer a imagem institucional de uma empresa, seus products e seus argumentos de vendas, direcionados por ações de marketing interativas e virtuais.O mercado nacional já dispõe desta tecnologia através do uso de luvas especiais que possuem sensores que detectam e medem as flexões e induzem as abusões dos dedos no intento de permitir ao usuário vivenciar a forma e as texturas do produto, sem a presença física deste; assim como, de óculos de realidade virtual que permitem criar cenários promocionais tridimensionais holográficos. Reduz-se o custo, materiais, mão de obra; e toda a ação de marketing pode estar contida em um simples memory key. A informação é a chave do sucesso; no entendimento do tempo presente, usufruindo das experiências passadas e buscando prospectar novas possibilidades que permitam vivenciar o produto de forma inusitada utilizando-se de novos recursos pouco explorados no mercado promocional. Aos arquitetos da área promocional, assim como para os demais profissionais do setor, cabe entender que os cânones arquitetônicos deste setor vão muito além dos ensinados nos cursos de arquitetura, que o conhecimento interdisciplinar entre diversas áreas do conhecimento humano, tais como: visual merchandising, luminotécnica, paisagismo, psicologia, comunicação visual, dentre outras; se faz necessário para que o projeto possa refletir a correta interpretação do briefing. Pois o projeto, nada mais é do que o briefing interpretado, pronto para sair da representação bidimensional e configurar-se tridimensionalmente na forma de um stand, de uma loja ou de um shopping. Aromoterapia, cromoterapia, musicoterapia, dentre outros conhecimentos alternativos devem ser revisitados e incorporados aos tradicionais utilizados pelo mercado, em prol de uma ação de marketing diferenciada, de maior abrangência, com maior poder de persuasão junto ao mercado consumidor. Saberem-se quais são as ferramentas que estão disponíveis, a forma de utilizá-las e o raio de sua abrangência é uma condição sine qua non para o bom desempenho do profissional ligado a área promocional; em prol de afinar-se com a dinâmica inerente ao mercado promocional contemporâneo.
* Glaucus Cianciardi, arquiteto, pós-graduado em história da arte, mestre em arquitetura, consultor de empresas na área promocional, palestrante da Câmara dos Arquitetos, docente do curso de Design de Interiores do Centro Universitário Belas Artes e Universidade da Cidade de São Paulo.
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