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Iluminação Natural e Artificial

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Por Cristina Maluf

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Iluminação

Iluminação Natural e Artificial
Qualidade e Quantidade

Cristina Maluf

A vida desenvolveu-se a partir da influência da radiação da luz do sol e, como resultado, humanos, animais e plantas têm desenvolvido respostas fisiológicas complexas para uma série de funções biológicas de acordo com as diversas variações diárias ou sazonais.
Ao longo do processo da evolução, a visão humana foi adaptada perfeitamente às condições do meio e a essas variações da luz natural, sendo caracterizada por:
- grandes mudanças dos níveis de iluminâncias;
- contínua mudança de direção de incidência da luz;
- mudança da cor da luz.
Nosso corpo e seu ritmo biológico são regulados pelas variações da luz natural, tanto na intensidade, quanto na duração do ciclo noite/dia. Todos os tipos de luz afetam o nosso sistema cognitivo e o nosso humor: o clarear indica a hora de acordar e trabalhar e o anoitecer, a hora
de descansar.
Cada um de nós tem um relógio biológico que capta as diferentes formas de incidência da luz, de acordo com a posição do sol no céu no decorrer do dia. Nosso cérebro interpreta o estímulo luminoso e transforma as mensagens em respostas que atuam no nosso sistema hormonal. A concentração e a atividade mental variam consideravelmente ao longo do dia.
Estudos científicos complexos têm demonstrado as respostas psico-fisiológicas da luz, como por exemplo, a influência da luz intensa e brilhante no aumento da temperatura do corpo e na nossa eficiência cognitiva e, conseqüentemente, a nossa produtividade.
A visão do mundo depende totalmente da luz, seja natural ou artificial. É, portanto, extremamente importante que possamos entender como um sistema de iluminação pode funcionar efetiva, eficiente e confortavelmente e influenciar o comportamento humano.
Apesar da posição do sol ser previsível durante o dia, as condições climáticas e do meio ambiente alteram continuamente o suprimento da luz natural. Muitas vezes estas mudanças são repentinas e intensas; algumas vezes são vagarosas, mas contínuas. Sem contrastes, a luz artificial é caracterizada por extrema monotonia, de acordo com os seguintes parâmetros:
• iluminâncias constantes e uniformes;
• direção da luz constante;
• cor da luz e efeitos constante;
A monotonia leva ao cansaço e as mudanças estimulam. Sob a influência dos dias maiores e mais brilhantes do verão, as
pessoas são mais ativas e dormem menos do que nos dias escuros de inverno.
Em locais de trabalho, por exemplo, em shoppings center, hospitais, indústrias ou em escritório fechados, cada vez mais freqüentes na nossa sociedade, as pessoas perdem o contato visual com o exterior e, portanto, perdem a noção do dia.
Novos conceitos de iluminação artificial têm sido desenvolvidos em resposta aos estudos das necessidades fundamentais humanas: significativas mudanças do sistema de iluminação, ao longo do dia de trabalho, criam um ambiente e cenas variadas que motivam e estimulam a produtividade.
Isto é possível graças à mudança da aparência de cor das fontes de luz, mais amarelada ou mais branca, aos reatores dimerizáveis, aos sensores de iluminação natural e aos sistemas de automação que permitem que haja o controle e a mudança do sistema em diferentes cenas.
Em relação à aparência de cor das lâmpadas, além do espectro da fonte de luz, que nos permite a boa reprodução de cores dos revestimentos das superfícies dos ambientes, temos, ainda, que nos preocupar com a quantidade de luz em relação à sua tonalidade: fontes de luz com aparência de cor mais branca, como
as fluorescentes, requerem níveis de iluminâncias mais altos. É o tipo de luz para qualquer tipo de trabalho ou para atividades intensas como praticar ginástica ou esporte. Ao contrário, as fontes com iluminâncias baixas, deixam o ambiente com aparência triste e podem estimular a depressão. Devido a estes fatores as
Normas de Iluminação exigem a iluminância de 500 lux mínima para ambientes de trabalho em geral. Ambientes iluminados com lâmpadas incandescentes ou com fluorescentes de tonalidade de cor amarelada, em torno de 2700 a 3000 graus Kelvin (unidade de medida da tonalidade de cor das lâmpadas – quanto mais alta, mais branca e quanto mais baixa mais amarela), necessitam de iluminâncias  mais baixas, para aparentar um ambiente mais agradável e aconchegante, caso contrário, podem dar a sensação de muito calor.
O sistema de iluminação mais confortável é o que nos permite ver o ambiente sem ofuscamento direto ou indireto.
A iluminação que nos permite ver o brilho da lâmpada dentro da luminária, ou seja, que produz ofuscamento direto ou indireto através da sua reflexão nas superfícies brilhantes, causa cegueira momentânea evitando a percepção do espaço, da sua forma, textura e cores.
Assim, cabe ao arquiteto de iluminação em coordenação com o arquiteto da edificação, trabalhar a forma e especificar os materiais adequados a fim de proporcionar ao cliente conforto visual e bem estar.

Autora
Cristina Maluf

 

 

 




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