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Especial Euroshop

Euroshop 2008
assinala tendências do varejo
Por: Deyvis Drusian Gomes

Entrevista Walter Bueno Vaz
Título: Euroshop 2008 assinala tendências do varejo

Por: Deyvis Drusian Gomes

“O consultor de varejo ,e especialista em  merchandising  e visual merchandising  Walter Bueno Vaz ,que atua no Varejo há mais de 25 anos , foi diretor de visual merchandising  da C&A Brasil  , atual diretor da Abiesv (associação brasileira da indusria de equipamentos e serviços para varejo) que desenvolveu  ,  conceito de Visual Merchandissing  ,Merchandisinsg e Store Design  como consultor da Kawahara e Takano projetos p varejo das Lojas Hering, Besni , Torra Torra , Kalan , Wall Mart Super Center , Inovathi ,Cremeria Nestlé , Avon , Alo Bebe ,Insinuante , entres outros” avalia as novidades apresentadas na maior e mais importante feira de varejo do mundo, a Euroshop ,referencia mundial de varejo , e  feira líder no cenário de investimentos em varejo ,que  contou neste ano de  2008 com a presença de aproximadamente  100.000 especialistas do setor de varejo do mundo todo , mantendo assim sua relevância como principal termômetro de tendências e referencias deste poderoso segmento.veja quadro abaixo

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Leia neste site agora e entrevista sobre a avaliação de Walter Bueno Vaz, que visitou também este ano o evento em entrevista à Arquitetura + Promoção e  fala sobre as principais novidades apresentadas na maior feira para a indústria do varejo mundial .

Este ano a Euroshop atraiu pelo menos 100 mil especialistas varejistas e voltou a confirmar sua liderança como evento de maior capitalização de investimentos no setor. Segundo Bueno Vaz, também diretor da Associação Brasileira da Industria de Equipamentos e Serviços para Varejo (Abiesv), que respondeu pelo desenvolvimento do  conceito de Visual Merchandising, Merchandising e Store Design para grandes grupos varejistas, como Wall Mart, lojas Hering, Besni, Alô Bebê, entre outros, o evento  mantém sua relevância como principal termômetro de tendências e referências do segmento. Em
entrevista à A+P Arquitetura+Promoção, Bueno Vaz fala sobre as principais novidades apresentadas e faz sua análise das tendências.
A+P: Qual é a relevância da Euroshop para o varejo brasileiro ?

Walter Bueno:  É o maior e mais importante evento de varejo do mercado mundial no que se refere a conceito de novos  insumos e suprimentos de lojas e,  apesar de ser trienal, dita tendências que costumam prevalecer por cerca de dez
anos no mercado fornecedor e consumidor de recursos para o ponto de venda, por
isso é imprescindível para qualquer especialista, fornecedor e varejista.

A+P: Qual foi a principal tendência apresentada?

W B: A sustentabilidade foi a palavra de ordem da feira. A  Euroshop 2008 não deixou de acompanhar , como já era esperado, todos os principais movimentos sócio-culturais e econômicos  para satisfazer às necessidades comerciais sem
deixar de privilegiar as novas condições sócio-ambientais que vivemos e, por isso, a presença de materiais recicláveis e auto sustentáveis, estavam por toda a parte, desde sacolas até equipamentos de madeiras de reflorestamento, passando por substratos de revestimentos de paredes e pisos, carrinhos de supermercados, manequins de materiais  recicláveis, lâmpadas e luminárias com baixo consumo de energia entre outros. O desenvolvimento sustentável passou a ser uma tendência seguida pela maioria das empresas, que buscam preservar os recursos naturais e melhorar as condições humanas. Este fator influenciou diretamente o mercado e os produtos apresentados no evento.

A+P: Você pode exemplificar?

W B: No segmento de iluminação, por exemplo, os Leds claramente estão substituindo as tecnologias anteriores, pois além de bastante funcionais, podem ser
usados como iluminação pontual ou contínua, têm maior vida útil e consomem menos energia, podendo  produzir muito menos calor, auxiliando assim  no menor consumo de energia gerado pelo ar condicionado para manter a temperatura de uma loja, por exemplo. Ainda sob o tema sustentabilidade, o evento apresentou o uso de madeiras recicladas ou de reflorestamento, como opção para que possamos conviver com interiores e equipamentos de loja com  aspectos e materiais naturais sem degradar a natureza .

A+P: O que mais você destacaria nessa edição da feira ?

W B: A Euroshop deste ano abriu especial espaço para as palestras com temas sobre tendência de mercado, perfil do consumidor, formação de opinião, dentre outros. Um tópico discutido foi o rejuvenescimento da população na faixa etária de 40 a 50 anos, que destaca um novo consumidor com atitudes menos formais, mais despojadas e mais esportiva.  Também revelou uma preocupação evidente dos lojistas em conquistar os baby boomers, crescente publico consumidor acima da faixa de 55 anos de idade que, com o avanço da medicina, tem sido constituída por uma população madura, mais saudável e, portanto, mais consumista. Um novo alvo de oportunidades para o varejo. 

A+P: Quais foram as tendências de serviços agregados às operações  que se destacaram nas lojas?

W B: Já é certo que oferecer bem estar aos clientes durante a experiência de compra é claramente uma das prioridades do lojista. Por isso, a cada ano aumentam
os investimentos na criação de ambientes e serviços diferenciados como banheiros e áreas especiais para idosos e gestantes, com verdadeiros berçários repletos de produtos e serviços de baby care a baby sitters; lounges e cafeterias, repletos de ofertas de serviços como business centers –  espaços para a resolução dos problemas de trabalho com internet wire less, tvs e carregadores de celulares. Outros serviços especiais evidenciados durante a Euroshop,
especialmente em lojas de grande fluxo de consumidores, foram os de cabeleireiros e manicures, consultores para uso de  cosméticos, personal stylist, entre outros, todos visando oferecer conforto e bem estar aos visitantes para estimular um maior tempo de  permanência nos pontos de vendas.

A+P: Quais outros recursos você evidenciaria para reter o cliente na loja? 

W B: A tecnologia de sonorização e imagens de alta definição está cada vez mais forte nos pontos de venda. O som tem importância fundamental nas lojas e deve ser algo presente, impactante e “concreto”. Ele é um elemento que atrai o cliente para dentro da loja e faz com que permaneça estimulado. Dentro desse conceito, a imagem também cresceu em importância e vem se mostrando presente em todos os espaços de consumo, através de monitores e displays de LCD, ou Leds, que transmitem informação sobre os artigos e apresentam novidades promocionais além de entretenimento com
programações comerciais ou até mesmo
na formação de brand channels muito utilizados para divulgar o conceito de produtos, perfil da marca e serviços de uma determinada loja.

A+P: Como tem sido empregado pelo lojista o uso da tecnologia da informação ?

W B: Os sistemas de informação passam a ser a cada dia mais imprescindíveis no ponto de venda, aliados ao produto ou aos equipamentos de venda e gerando informações através da simples etiqueta,  para citar o exemplo mais comum, até  chips especiais, que  monitoram informações  de giro,  estoque e reposição automática, passando pela  precificação digital via wi-fi, que  permite atualização por meio de uma central à distância. Tudo isso economiza tempo e recursos humanos gastos na troca manual de etiquetas, especialmente usados em farmácia, supermercados e grandes centros de distribuição de produtos em massa. Vale citar ainda os sistemas de prevenção e

(OLHO) Outra evidência da Euroshop foi o revival  de materiais como papéis de paredes estilo anos 60 e 70, azulejos decorados e pisos vitrificados

perda, com anti-furtos dos mais variados e inteligentes, buscando atender às necessidades de cada mercado nas suas mais diversas necessidades. A Loja do Pão de Açúcar do shopping Iguatemi é um dos pontos de venda que já aderiu à tecnologia da precificação digital e em algumas lojas  da Europa e Estados Unidos já se pode passar com o carrinho cheio de produtos pelo caixa e um sistema computadorizado calcular o valor total da compra. Em breve veremos este sistema também no Brasil. Eles valorizam a praticidade e facilitam, cada vez mais, o auto-serviço, visando criar um ambiente onde o cliente se sinta mais à vontade e possa escolher e consultar informações sobre os produtos por ele mesmo e de sua maneira.

A+P: O que se destacou na arquitetura de varejo no merchandising e no visual merchandising ?

W B: Definitivamente, na arquitetura de varejo a grande tendência ficará para  projetos  alinhados com  tecnologia  e sustentabilidade, presente em materiais empregados na construção e decoração de lojas até os equipamentos, cabides e sacolas, gerando lojas com materiais  ecológicos, reciclados, aproveitando ao máximo os recursos naturais como a luz do sol, a integração do espaço exterior com o interior, integração da natureza através de vegetação exuberante e a presença de materiais com aspectos naturais . Para o merchandising, destacaria o crossing, o cruzamento e a coordenação de produtos e até de serviços afins, criando sinergia comercial potente e agilizando a decisão de compra. Na moda, o destaque fica por conta da valorização dos sistemas funcionais com expositores mais versáteis e múltiplos, permitindo variar
e modificar um espaço de venda com sistemas completos. Há também uma tendência de vários sistemas de exposição conviverem em um mesmo espaço de venda, a fim de valorizar e expor com mais competência cada tipo de produto, sistemas este que auxilia o visual mechandising  a gerenciar a
apresentação do produto com mais técnica
e maior originalidade, sem perder a integração com os sistemas de exposição e facilitando assim a atualização constante da exposição de produto. Os manequins continuam a ser mais reais, imitando as atitudes das pessoas e dos diferentes grupos sociais em seu dia-a-dia, porém sempre passando a imagem de um padrão aspiracional a ser atingido e desejado pelo consumidor, que os admira pela vitrine. Os padrões estéticos dos manequins femininos por exemplo, representam as mulheres mais independente e auto suficientes, demonstrando sua força de consumo através de atitudes determinadas e cheias de realizações, com corpos fortes magros e definidos. Já os masculinos mostram modelos cada vez mais conscientes do novo papel do homem na sociedade, por meio de atitudes que sempre interagem com a mulher. Homens de atitudes másculas, porém mais suaves, com corpos  bem delineados, mais magros, definidos e naturais, como manda a moda. A+P: Quais os outros caminhos para os projetos de varejo você destacaria?

W B: Acho que o mimetismo foi uma das tendências evidenciadas. Já que não se pode extrair os recursos ambientais naturais e reais, pode-se, ao menos, copiar da natureza as cores e texturas de vegetais e animais. Materiais de revestimento como cerâmica, papel reciclado de parede que imitam, couro animal, aspectos de pele de cobra e crocodilo,  materiais reciclados, que imitam cascos de tartaruga, argamassas de concreto e cerâmica e fórmica, que imita madeira, tiveram destaque. Materiais compostos de resina com  caule de bambu, grãos e folhas, também foram privilegiados, por suas semelhanças com o ambiente natural. Outra tendência é a arquitetura de lojas de rua e de shopping na Europa se voltarem para o minimalismo moderno ou contemporâneo, com formas retas ou excessos de curvas, entretanto clássicas. As cores neutras como bege, marrom, além dos tons acinzentados, revelaram-se as mais usadas. Para contrastar com as cores suaves, muitos projetos apresentaram detalhes e com a forte presença do rosa-choque, azul-turquesa, amarelo limão, além de ainda aparecer alguns tons fortes e escuros de violáceos e bordeaux. Também estiveram em destaque materiais como cerâmicas de diversos tamanhos usados em conjunto, pisos de concreto, madeiras de demolição , móveis de madeira rústica,  polidas e com pinturas tipo laqueado, fosco e brilhante, além de ardósia, vidro e acrílico transparente,  tendência que deverá manter-se nos projetos futuros. Outra evidência da Euroshop foi o revival de materiais como papéis de parede estilo anos 60 e 70, azulejos decorados e pisos vitrificados. E como solução comercial para a personalização de materiais, o evento trouxe a tecnologia holter, utilizada nos equipamentos de venda  equipamento onde se esculpe e decora materiais como madeira, metais, cerâmica e outros, técnica que dá mais opções para a criação de projetos e ambientes com base nos materiais já conhecidos. 

A+P: Quais foram os reflexos da globalização apresentados?

W B: A nacionalidade não é mais um fator importante para os fornecedores em um momento que o mercado consumidor está totalmente globalizado. Quando você entra em um estande de uma empresa austríaca, por exemplo, pode ver gente de todos os continentes trabalhando lá e clientes de toda parte do mundo. As sedes dos fornecedores, distribuídas  por diversos locais do planeta, fazem com que os produtos atinjam um alto grau de padronização e qualidade. Outro clima que avaliei no evento foi a preocupação das empresa européias com relação às novas empresas do oriente, pois estas passaram a estar mais presentes no mercado e estão facilmente se adaptando às necessidades dos clientes em todo o mundo. Na Euroshop 2005, as empresas orientais ficaram confinadas a um pavilhão especial e não se misturavamcom as demais. No evento deste ano, ficaram juntos aos principais fornecedores da Europa. O crescimento do mercado oriental tem sido o principal motivo para a mudança na postura dos fornecedores europeus, que passaram a apresentar mais funcionalidade em seus produtos e receptividade com clientes da América do Sul, África e Ásia.

A+P: E a presença brasileira na Euroshop?

WB: Na feira deste ano pode se observar a presença de empresas brasileiras e de suas parcerias integradas a empresas do Oriente e da Europa. O número de portugueses também  aumentou e a língua portuguesa foi bastante ouvida nos estandes de venda, o que também abriu espaço para o Brasil, que este ano registrou uma presença bem maior em comparação à edição de 2005.

BOX

O maior evento varejista do planeta

A Euroshop 2008 aconteceu entre os dias 23 e 27 de fevereiro, em Düsseldorf, na Alemanha, e ocupou uma área de 200 mil m². Dividida em 17 pavilhões, abrigou 1,6 mil expositores de cinqüenta países, que apresentaram as novas tendências de idéias e produtos varejistas. O evento atraiu cerca de 95 mil visitantes de todo o mundo, entre arquitetos, designers de varejo, designers gráficos, visual merchandisers,  montadores de feiras e profissionais de marketing.
Para atender a interesses específicos dos visitantes, a feira foi dividida em quatro áreas. O espaço Euro-Concept reuniu produtos e equipamentos para vitrinismo, arquitetura, mobiliário de lojas (shopfitting), displays de produtos congelados, refrigeração e iluminação.
A área denominada Eurosales abrigou os elementos de promoção de vendas, showcases, visual merchandising e marketing de ponto-de-venda. Enquanto a Eurocis expôs o know-how de modernos produtos e soluções em comunicação, informação e tecnologia de segurança. E no espaço Euroexpo, foram apresentadas opções para criação e design de estandes de exibição e eventos.
Entre os fornecedores presentes ao evento, que contam com representantes no Brasil marcaram presença os grandes formadores de opinião Vitra (vitra.com), Alu (alu.com) e a chinesa Sundown, sendo as três representadas no Brasil pela Instant Shop. Também uma das maiores indústrias de manequins do mundo, a Hindsgaul, representada no Brasil exclusivamente pela Expor manequins, além da Philips e Osram.

 

 

 

 




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