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Espaço AsBEA

6º Encontro Regional SP da AsBEA discute a importância dos arquitetos nos rumos do mercado da construção.
Ocorreu nos os dias 9 e 10 de novembro de 2007
o 6º Encontro Regional SP, promovido pela
Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA).

O evento que aconteceu no Hotel Grand Hyatt, na zona sul de São Paulo, discutiu as expectativas dos mercados de arquitetura, construção e imobiliário, em um momento que o setor encontra-se em ebulição. Participaram do encontro os presidentes regionais da AsBEA (RJ, PR, SC e RS) e mais de 100 arquitetos renomados, executivos de incorporadoras, gerenciadores e representantes da indústria da construção. Os debates foram conduzidos por representantes dos escritórios de arquitetura, como Zanettini Arquitetura, CFA Cambiaghi, Klein Arquitetura e Anastassiadis Arquitetos. Também estiveram envolvidos nos painéis as incorporadoras Klabin Segall e Rossi Residencial, além das gerenciadoras Cushman & Wakefield e Agra. O evento ainda contou com palestrantes representan-tes das indústrias Armstrong, Alberflex e Eliane. Segundo Ronaldo Rezende, presidente da AsBEA, o seminário visou discutir a demanda do mercado, que leva os arquite-tos a refletirem sobre a administração dos seus escritórios e projetos. “A AsBEA irá trabalhar para dar serviço digno aos associados e conteúdo para capacitar os profissionais”, afirmou Ronaldo. Entre setembro de 2006 e o mesmo mês de 2007, cerca de 3 mil empreendimentos foram construídos . Em 2007 mais de 12 bilhões foram arrecadados por incorporadoras em ofertas públicas de ações. Ao meio de tanto crescimento, as áreas que apresen taram maior desempenho foram shoppings, hotéis, hospitais e lojas varejistas.  “Os escritórios de arquitetura precisam tornar-se empresas, para se incluírem no mercado formal e construir parceria com os contratantes”, assegurou Paulo Segall, mediador do debate “Mercado imobiliário e corpo-rativo: a relação com o cliente”. Segundo Paulo Lisboa, vice-presidente de planeja-mento da AsBEA, os arquitetos precisam inserir o projeto como parte fundamental do empreendimento. Para ele, o conceito inicial é o mais importante, porém os arquitetos não cobram pela idealização do projeto, assim como deveriam. “Temos que educar o mercado”, completou Segall. O painel “O papel da AsBEA na abertura do mercado de projetos” apresentou o panorama das ações da associação em 2007. Foi discutida a participação da AsBEA na criação do Conselho Federal de Arquitetutra e Urbanismo (CAU), que deve vigorar a partir do segundo semestre de 2008. O debate comentou o fortalecimento da união entre arquitetos e urbanistas e demonstrou a aproximação da classe de arquitetos com o poder público, através do apoio à lei Cidade Limpa. Outro tema discutido no evento foi a arquitetura digital e a forma com que os softwares podem auxiliar as etapas de concepção e desenvolvimento dos projetos. No painel “Novas tecnologias no universo da arquitetura”, o professor Eduardo Nardelli, da uni versidade Mackenzie, demonstrou, através do computador, a viabilidade de simular projetos, consultar a legislação e administrar a construção por meio de softwares especializados. “A arquitetura digital é a si- nergia entre os agentes da cadeia produtiva completa, escritórios, consultorias, fornecedores de materiais e desenvolvedores de aplicativos”, afirmou o professor. O seminário “Como tornar os projetos de arquitetura mais sustentáveis” buscou apresentar a importância que o tema da susten-tabilidade exerce sobre os projetos de arquitetura.  “A valorização da profissão está ligada ao aumento da responsabilidade do arquiteto em relação à vida útil da obra”, afirmou Eloise Amado, coordenadora do Green Building Council Brasil e diretora do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade da AsBEA. Segundo Roberto de Souza, diretor do Centro de Tecnologia de edificações (CTE), “o arquiteto deve ser o maestro da sustentabilidade”. Para ele, o profissional deve saber a origem dos produtos utilizados na obra, como foi produzido e se houve danos ao meio ambiente na extração dos materiais empregados no projeto. “Além de pensar na rentabilidade, é preciso refletir sobre os aspectos ambientais e sociais”, concluiu Souza.

“A AsBEA irá trabalhar para dar serviço digno aos associados e conteúdo para capacitar os profissionais”, afirmou Ronaldo Rezende.

Segundo Roberto de Souza, diretor do Centro de Tecnologia de edificações (CTE), “o arquiteto deve ser o maestro da sustentabilidade”.

 

 

 




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